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Aprendendo com o Google

Coisas que a empresa mais valiosa do mundo pode ensinar ao mundo dos negócios

Foto: Divulgação

O Google é uma ferramenta que, hoje, faz parte do cotidiano de bilhões de pessoas no mundo inteiro. Quanto mais pessoas se conectam à internet, mais a ferramenta de busca ganha importância. Falando sobre números, mais de 90% da receita da Alphabet, dona do Google, vem de publicidade digital associada aos cliques em seus resultados de busca.
É fácil concluir que o Google é o buscador de maior sucesso no mundo e isso se deve principalmente ao aperfeiçoamento que seu serviço sofreu ao longo dos anos. Hoje, os dados no Google trafegam a 1,13 petabits por segundo - exemplificando melhor, isso equivale à 7 bilhões de fotos sendo transferidas para outro computador em um segundo. 

Tiros em direção à lua

A Alphabet possui uma política de transparência de com os resultados e ideias dos diversos negócios da companhia - são os chamados “moonshots” (“tiros em direção à lua”, em tradução livre). “Na indústria de tecnologia, em que as ideias revolucionárias impulsionam as próximas áreas de grande crescimento, você precisa se sentir um pouco desconfortável para permanecer relevante”, afirmou Larry Page na época da criação da holding.

Esse é o conceito de “dilema da inovação”, desenvolvido pelo professor da Harvard Business School, Clayton Christensen: quem se acomoda, perde a relevância. Um bom exemplo que reforça esse conceito é o caso da Kodak - a empresa desenvolveu a máquina digital na década de 70, mas protegeu seu negócio principal de filmes e acabou sumindo do mapa nos anos 2000. Esse pode ser, inclusive, o destino da Apple - nos últimos 4 anos, a empresa fez apenas melhorias funcionais no iPhone e não apresentou nada de novo. O Apple Watch, seu relógio inteligente, foi a última inovação da marca e, mesmo assim, não causou muito entusiasmo em seus consumidores. 

Dentre as várias apostas da Alphabet estão o carro autônomo, os balões atmosféricos para levar internet para lugares mais isolados e com menos recursos e o Google Glass, o óculos inteligente que voltou para laboratório depois de sofrer reprovação dos usuários. 

Mas esses moonshots não vêm com garantia - eles deram US$ 3,5 bilhões de prejuízo para a Alphabet em 2015. No entanto, quando o produto dá certo, o investimento vale a pena. O Gmail, o Youtube, o Android e o Chrome - todos têm mais de 1 bilhão de usuários ativos e geram uma receita de US$ 21 bilhões. Todos eles eram moonshots quando a companhia começou.

Uma empresa descolada

E as lições de inovação da empresa mais valiosa do mundo não param por aí. Em um ambiente de trabalho bem descolado e estimulante, os funcionários do Google podem dedicar um dia inteiro de trabalho para desenvolver um projeto próprio dentro do escritório. Algumas boas ideias logo são testadas pelos próprios empregados da empresa e vão melhorando com insights dos próprios usuários. Se fracassarem, a empresa não se apega e logo abandona o projeto. Foi assim que nasceu o Gmail. Estima-se que quase 40% dos projetos do Google fracassaram - como foi o caso do Orkut. 

O Google, hoje, tomou o lugar de IBM, Microsoft e Apple no topo das empresas que mais inovam no mundo. E fica aí a dúvida: até quando ele ocupará esse posto?