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O futuro já acabou

Especialista alerta que o melhor da inovação tecnológica já passou

Foto: Divulgação

Apesar dos significativos avanços tecnológicos que ocorreram nas últimas décadas, as inovações desenvolvidas por nossa sociedade estão entrando em declínio - é o que afirma o renomado economista Robert J. Gordon. Entre 1870 e 1970, foram feitos descobrimentos sem precedentes, que mudaram expressivamente a qualidade de vida da população mundial. 

Em 1879, Thomas Edison fez funcionar a primeira lâmpada elétrica. No mesmo ano, o motor de combustão interna foi criado e os primeiros sinais sem-fio (wireless) foram transmitidos por um inventor britânico. Esses são apenas alguns exemplos do que foi conquistado pela humanidade nesse “século especial”. As mudanças promovidas foram capazes de transformar a maneira como é feita a divisão de trabalho (trabalhos manuais foram substituídos por engenhocas mecanizadas), nossa expectativa de vida e a qualidade de nossas rotinas domésticas. 

É claro, não devemos desconsiderar a importância das tecnologias desenvolvidas recentemente. A internet comercial, surgida na década de 90, reconfigurou o modo como seres humanos são capazes de se comunicar, coletar e arquivar informações. O que Robert J Gordon defende - uma tese que vai contra as perspectivas positivas dos tecno-otimistas - é que o tipo de inovação visto naqueles 100 anos excepcionais não irá acontecer novamente tão cedo. Basta comparar a invenção do PC (personal computer) com a redução dramática da mortalidade infantil ou o efeito do encanamento interno em nossas condições de vida.

Talvez Gordon esteja certo; as invenções do final dos anos 1800’s mudaram nossas vidas de uma maneira que nunca veremos novamente. Mas se formos capazes de entender o potencial das inovações atuais e criar investimentos para que elas sejam aproveitadas ao máximo, teremos uma chance de alcançar o robusto progresso de outros tempos.