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Inteligência Artificial. A nova fronteira de Elon Musk

Iniciativa pretende estudar profundamente a tecnologia

Preocupado com os avanços no campo da Inteligência Artificial, Elon Musk, o homem por trás da Tesla Motors, uniu-se a um grupo de bilionários da tecnologia para criar um laboratório de pesquisas independente no setor para contra-balançar iniciativas de empresas como Microsoft, Google e Facebook.

Sem fins lucrativos, a iniciativa, batizada de OpenAI, tem como objetivo o estudo profundo da Inteligência Artificial, focada no desenvolvimento de ações que beneficiem a humanidade como um todo, e não só acionistas preocupados com resultados financeiros.

Para isso, seus pesquisadores serão encorajados a compartilhar seus trabalhos com o mundo e, caso cheguem a uma nova patente, ela seguirá o mesmo destino. A ideia é que o espírito de colaboração permeie todos os trabalhos do laboratório, em um constante intercâmbio entre pesquisadores, instituições acadêmicas e empresas.

A OpenAI começou seus trabalhos no final do ano passado com apenas oito pesquisadores mas, em poucos meses, já mostrou resultados. Recentemente, disponilizaram livremente em seu blog um  kit para desenvolvimento de sistemas inteligentes baseadas na tecnologia “reinforcement learning” (aprendizado reforçado, em tradução livre), que tem possibilitado, por exempo, ensinar robôs a jogarem clássicos de Atari, como Space Invaders.

Todo esse zelo e abertura pretendidos pela OpenAI fazem sentido. Afinal, não é de hoje que especula-se que, quando a inteligência das máquinas superar a humana, elas poderão naturalmente atentar contra a nossa existência. E isso é assustador, para dizer o mínimo.