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Um grande passo na história da ciência

Desafio do balde do gelo motivou descobrimento do gene ligado a ELA

Imagem: Divulgação

 

Em 2014, a internet foi invadida por vídeos onde celebridades e anônimos jogavam em cima de si um balde de água gelada. O desafio, que parecia apenas mais uma brincadeira de redes sociais, tinha um propósito bem nobre por trás: arrecadar fundos para instituições de pesquisa e de caridade vinculadas à esclerose lateral miotrófica – ELA.

A ELA é uma doença do neurônio motor que ataca o cérebro e a coluna, paralisando, um a um, todos os movimentos da pessoa. Porém, suas funções cerebrais são mantidas, o que faz com que a pessoa fique “presa em seu próprio corpo”. O portador mais famoso da doença é o cientista britânico Stephen Hawking. 

Seu diagnóstico é um verdadeiro balde de água gelada na cabeça.

Voltando ao desafio. Não é que o mesmo deu certo? Além da gigantesca repercussão dos vídeos, que foram assistidos mais de 440 milhões de vezes, cerca de 115 milhões de dólares foram arrecadados e usados para o financiamento de seis projetos de pesquisas.

Uma delas, levada a cabo pelo projeto MinE, identificou o gene NEK1, que possui funções neuronais, cujas alterações levam à eclosão da doença. E isso abriu um amplo e promissor caminho para que, nos próximos anos, novos tratamentos sejam desenvolvidos e, até mesmo, a cura.