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Para quem não conhece limites

Conheça um pouco da história das paralímpiadas

Imagem: Olimpiadas2016

Na última quarta-feira, dia 7 de setembro, o Brasil inteiro assistiu boquiaberto à abertura dos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, que aconteceu no estádio do Maracanã. Um verdadeiro espetáculo – com direito a uma “cegueira coletiva” induzida – que realçou uma das características mais bonitas da espécie humana: a sua infinita capacidade de superação.

Mas o que são, de fato, os Jogos Paralímpicos?

A história nos leva de volta ao final da Segunda Guerra Mundial, mais especificamente aos Estados Unidos e à Inglaterra, onde soldados que voltaram para casa mutilados foram estimulados a retornarem à prática esportiva, mesmo que de forma adaptada.

Deu muito certo. E logo, nos EUA, apareceram as primeiras competições de atletismo, natação e basquete em cadeiras de rodas. A primeira grande competição aconteceu logo em 1948, os Jogos Desportivos de Stoke Mandeville, com apenas 16 atletas (14 homens e 2 mulheres).

Em 1952, a competição se tornou um evento anual e, em 1958, durante os preparativos para as Olimpíadas de Roma, foi sugerido que os Jogos de Stoke Mandeville ocorressem logo após os Jogos Olímpicos. A ideia foi bem aceita e, em 1960, com a participação de 240 atletas de 23 países, aconteceram as primeiras Paralímpiadas.

Hoje, nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, 4.022 atletas de 161 países competirão por medalhas em 23 modalidades (atletismo, basquetebol em cadeira de rodas, bocha, ciclismo de pista, ciclismo de estrada, canoagem, esgrima em cadeira de rodas, futebol de 5, futebol de 7, goalball, halterofilismo, hipismo, judô, natação, remo, rúgbi de cadeira de rodas, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas, tiro com arco, tiro esportivo, triatlo, vela, voleibol sentado).

E o Brasil pode ser considerado uma verdadeira potência paralímpica. Nas dez edições que participou, 187 medalhas foram conquistadas (52 de ouro, 69 de prata e 66 de bronze).

Os Jogos Paralímpicos são a prova de que, na verdade, competir não é mais importante que vencer – competir já é uma vitória.