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Life Pocket, o aplicativo que conecta doadores a pacientes

Imagem: Reprodução

A necessidade é a mãe de todas as invenções. E no Quênia, uma necessidade de vital importância não possui suporte estatal – não há no país um programa oficial de doação de órgãos. Lá, quando alguém precisa de um órgão, esse alguém precisa procurar alguém compatível em sua família ou então recorrer ao mercado negro. 

Uma triste realidade que, em 2014, vitimou o tio da adolescente Caroline Wambui, que faleceu justamente por não encontrar alguém em sua família com a compatibilidade necessária para lhe doar um rim.

Motivada a resolver essa situação para que histórias assim nunca mais aconteçam – seja em sua família, seja em seu país, Caroline Wambui desenvolveu o Life Pocket, um aplicativo baseado no Tinder, com o objetivo de conectar pacientes a doadores, por meio da criação de um enorme banco de dados com todas as informações necessárias.

Além disso, o aplicativo disponibiliza conteúdos que desmistificam as doações de órgãos (que ainda são um tabu no país) e possui um fórum que reúne pacientes, doadores e médicos para compartilhamento de experiências.

O Life Pocket ainda encontra-se em fase de testes e captação de investimentos, mas já surge como uma prova de que a tecnologia aliada a empatia ainda vai transformar o mundo em algo muito melhor.