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Como se faz um show de um ex-Beatle?

A blogueira fala sobre o que aprendeu ao se expor na Internet

​Foto: ​Divulgação 
 
Em maio deste ano, o ex-Beatle Paul McCartney passou pelo Mineirão, em Belo Horizonte, com sua turnê Out There!. Lotou o estádio e emocionou uma plateia de mais de 53 mil pessoas. Para tanto, foi preciso descarregar 16 carretas de equipamentos e uma equipe de mais de 2500 profissionais – desses, 1000 dedicados somente à segurança. ​​​

Já se perguntou sobre o desafio de realizar um evento desse porte? Pois perguntamos diretamente à responsável pela produção executiva desse show e de diversos outros, a empresária mineira Márcia Ribeiro. Márcia está à frente da produtora Nó de Rosa, que, além do ex-Beatles, trouxe para BH Iron Maiden, Guns n Roses, Bob Dylan, o Cirque du Soleil entre outros.

Há dez anos mercado, a empresa mineira realiza eventos corporativos, projetos culturais e grandes shows . Fazem 20 shows por ano e cerca de 40 eventos empresariais por anos. Até janeiro do próximo ano, Márcia e seu Nó de Rosa vão realizar de três a quatro shows internacionais de médio a grande porte na capital mineira.

Maiores desafios na gestão, planejamento e execução de um grande evento como o show de Paul McCartney?

A produção de fato não é o maior desafio, pois ela segue uma escala. Claro que não há nada semelhante a um show do porte do Paul McCartney. No entanto, nesse planejamento não entra nenhum fator desconhecido. Sabemos exatamente do que precisamos cuidar. É uma questão de escala.

O maior desafio é saber costurar todos os fatores envolvidos num ambiente onde a entrega do evento depende também de um conjunto de órgãos públicos. Tudo isso tem que estar muito bem orquestrado.

Para uma cidade receber um grande espetáculo basta só vontade?

Há um concesso popular de que um estado como Minas Gerais tem que estar na rota dos grandes espetáculos. Mas nem tanto é por parte das autoridades. Um grande evento não funciona apenas porque um produtor ou a população quer trazê-lo para a cidade. Para que ele seja realizado é preciso que haja uma somatória de esforços de todos esses agentes: produtores, população e autoridades.

Com grandes espaços, como o estádios do Independência e o Mineirão, reformados e readequados, o que mais uma grande cidade como BH precisa para receber grandes espetáculos?

Contar com esses espaços já é um avanço considerável, mas não é o suficiente. Com esses equipamentos culturais, a cidade ganha, mas é necessário desenvolver toda a cadeia de produção. É necessário sabermos como hospedar, receber, transportar. Os órgãos públicos que precisam estar alinhados com esses grande eventos precisam estar aptos a trabalhar em sintonia com os produtores culturais. São necessárias experiência e maturidade para uma grande cidade como a nossa seja inserida na rota dos grandes eventos e mega espetáculos que vem para o Brasil. 

Outra coisa a ser considerada, é que esses espaços foram pensados, construídos e reformados para principalmente atender o calendário do futebol. Então, temos que lidar com as brechas de oportunidades desse cenário.
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